Bashō e o Haikai

Este blogueiro que lhe escreve conheceu Matsuo Bashō a partir da obra do britânico  Ian Fleming  - 




Bashō(松尾 芭蕉? ; Tóquio, 1644 – Osaka, 28 de novembro de 1694), ou simplesmente Bashō,[1] foi o poeta mais famoso do período Edo no Japão. 

Durante sua vida, Bashô foi reconhecido por seus trabalhos colaborando com a forma haikai no renga. Atualmente, após séculos de comentários, é reconhecido como um mestre da sucinta e clara forma haikai. Sua poesia é reconhecida internacionalmente e dentro do Japão muitos dos seus poemas são reproduzidos em monumentos e locais tradicionais. 

Foi ele quem codificou e estabeleceu os cânones do tradicional haikai japonês. Bashō foi introduzido à poesia em tenra idade e, depois de integrar-se na cena intelectual de Edo (nome antigo da cidade atual de Tóquio), rapidamente se tornou conhecido em todo o Japão. 

Ganhava a vida como professor, mas renunciou à vida urbana e social dos círculos literários e ficou inclinado a vagar por todo o país, rumo ao oeste, leste e distante ao deserto do norte para ganhar inspiração para seus escritos e haiku. Seus poemas são influenciados por sua experiência direta do mundo ao seu redor, muitas vezes englobando o sentimento de uma cena em alguns poucos elementos simples.10 dez hokku (haikai) de matsuo bashô em tradução de gustavo frade

OUTONO 見送りのうしろや寂し秋の風 miokuri no / ushiro ya sabishi / aki no kaze (1688) Na despedida as costas! Solitário vento de outono. 旅に飽きてけふ幾日やら秋の風 tabi ni akite / kyō ikuka yara / aki no kaze (1688) Cansei da viagem hoje faz quantos dias? Vento de outono.

 INVERNO 冬の日や馬上に氷る影法師 fuyu no hi ya / bashō ni kōru / kagebōshi (entre 1687 e 88) O sol de inverno: a cavalo congela a minha sombra. 霜を着て風を敷き寝の捨子哉 shimo o kite / kaze o shikine no / sutego kana (entre 1662 e 1669) Veste geada e se forra de vento bebê na rua. 

PRIMAVERA 蝶鳥の浮つき立つや花の雲 chō tori no / uwatsuki tatsu ya / hana no kumo (entre 1684 e 1694) Borboletas e aves agitam voo: nuvem de flores. なほ見たし花に明け行く神の顔 nao mitashi / hana ni ake yuku / kami no kao (1688) Quero ainda ver nas flores no amanhecer a face de um deus.

 VERÃO ほととぎす今は俳諧師なき世哉 hototogisu / ima wa haikaishi / naki yo kana (entre 1681 e 1683) Vozes das aves. Nessas horas, um poeta não tem mais mundo. わが宿は蚊の小さきを馳走かな waga yado wa / ka no chiisaki o / chisō kana (1690) Na minha casa pernilongo pequeno é o que ofereço… 五月雨に鶴の足短くなれり samidare ni / tsuru no ashi / mijikaku nareri (1681) Chuva de verão perna de garça então se torna curta.

 SEM ESTAÇÃO 月花もなくて酒のむ独りかな tsuki hana mo / nakute sake nomu / hitori kana (1689) Que lua, que flor nada, bebo umas doses aqui sozinho. – Matsuo Bashô. dez hokku (haikai).. [tradução Gustavo Frade]. in: FRADE, Gustavo. Dez poemas de Matsuo Bashô. in: Em Tese, Belo Horizonte, v. 20 n. 2 maio-ago. 2014, p. 137-146. Disponível no link. (acessado em 12.8.2016.


Pesquisa - Magno Moreira em haneiro de 2020

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