Amanita, o LSD do Brasil [?]

 

Amanita, é um gênero de fungos basidiomicetos da família Amanitaceae, compreendendo aproximadamente 600 espécies que apresentam um anel abaixo do píleo (o popular chapéu) e esporos brancos; algumas espécies são comestíveis, mas muitas são tóxicas ou até mortais, incluindo algumas das espécies mais tóxicas de cogumelos de todo mundo. 

 
O micélio é a parte que fica enterrada e é o fungo em si mesmo, sendo constituído por hifas (finas estruturas que se assemelham a cabelos humanos). Já os cogumelos, sendo a parte reprodutora do fungo, situam-se ao lado de cima da terra. São organismos decompositores.
O gênero Amanita é conhecido pelos seus cogumelos com lamelas ou camadas, esporos brancos e uma camada. No início do seu ciclo de desenvolvimento os fungos Amanita, apresentam-se na forma de pequenas esferas brancas, mas a pouco e pouco o cogumelo se desenvolve, saindo para fora da terra. 

Depois, a volva começa a rasgar-se permanecendo na base por vezes reduzida a pó. Os restos da volva acabam por ficar no chapéu em quase todas as espécies. Infelizmente, algumas destas características são muito frágeis e podem ser removidas pela chuva, vento ou mesmo pelos animais. 

Contudo isto só se torna um problema quando se procuram amanitas para a alimentação humana, pois só nesse caso é que se torna necessário que todas as características estejam no seu perfeito lugar para que se distingam as espécies comestíveis daquelas que podem causar envenenamento. Até ao final do desenvolvimento do cogumelo, isto é, até todas as cores aparecerem, passa-se um ano na maior parte das espécies de Amanitas. A época do ano em que os cogumelos se encontram maduros e aptos para a reprodução é o Outono. Este tipo de cogumelo é bastante conhecido na Europa, América do Norte e na Ásia incluindo Japão. 


No Brasil, foi constatado pela primeira em trabalhos do Padre Jesuíta Johannes Rick no Rio Grande do Sul. A espécie alucinógena Amanita muscaria foi relatada pela primeira vez no planalto riograndense pela micóloga Maria Homrich e publicado no periódico Sellowia em 1965. Nessa ocasião, a introdução desse cogumelo no Brasil foi atribuída a importação de sementes de Pinus de regiões onde ele é nativo. Os esporos do fungo teriam sido trazidos em mistura com as sementes importadas. Posteriormente, o cogumelo foi também encontrado no Rio Grande do Sul e, mais recentemente (1984) em São Paulo na região de Itararé, e (2013) em Mogi das Cruzes, em associação micorrízica com Pinus pseudostrobus. Espécies nativas de Amanita são citadas para a Amazônia pelo holandês C. Bas em 1978, que na ocasião descreve sete espécies novas para a ciência (A. campinaranae Bas, A. coacta, A. craseoderma Bas, A. crebresulcata Bas, A. lanivolva Bas, A. lanivolva Bas e A. sulcatissima Bas) e um nome provisório (A. phaea Bas). Também existem citações de Amanita no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rondônia e Pernambuco. Neste último Estado, pelo menos três espécies são referidas, A. lilloi Singer ocorrendo em gramados e jardins (provavelmente exótico), A. crebresulcata em área de Mata Atlântica, e A. lippiae Wartchow & Tulloss recentemente descrita para áreas de campo rupestre no semi-árido Brasileiro. 
                           PESQUISA: MAGNO MOREIRA

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