O Pão que custava duzentos bilhões – A destruição de uma moeda
A história da destruição do marco alemão durante a hiperinflação ocorrida na Alemanha, de 1919 até o seu auge em novembro de 1923, é corriqueiramente destacada como um exemplo de ingerência econômica entre tantos outros ocorridos em toda a história econômica do século XX.
Em 1923, na Alemanha, após a derrota na Primeira Guerra mundial, o pais enfrentou um violento desequilíbrio econômico, que resultou em uma situação de hiperinflação.
Fragilizado economicamente devido ao conflito, o país estava também altamente endividado com as nações vencedoras. Assim, para se financiar, o governo recorreu à impressão de moeda em várias ocasiões, contribuindo para o aumento da inflação.
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| Crianças brincam com cédulas na Alemanha |
Fragilizado economicamente devido ao conflito, o país estava também altamente endividado com as nações vencedoras. Assim, para se financiar, o governo recorreu à impressão de moeda em várias ocasiões, contribuindo para o aumento da inflação.
Em outubro de 1923 o aumento de preços chegou ao ápice, atingindo a taxa de 29,5 mil por cento ao mês, ou 20,9% ao dia. A inflação fazia com que as mercadorias dobrassem de valor a cada 3,7 dias.
Antes da Primeira Guerra Mundial, o marco alemão, o xelim britânico, o franco francês e a lira italiana tinham aproximadamente os mesmos valores — quatro para um dólar.
Ao fim de 1923, a taxa de câmbio do marco já era de um trilhão de marcos para um dólar — isto significava que a moeda havia perdido 99,9999999996% do seu poder de compra nesse período; ou, em outras palavras, ela valia um milionésimo de milhão do que valia há apenas dez anos. Algo impensável na abastada economia alemã atual.
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PESQUISA: MAX SANDERS SMITH E MAGNO MOREIRA



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