Vontade de Potência de Nietzsche tem como ''padrinho'' Arthur Schopenhauer



''*CONTEXTO''
''Schopenhauer na obra de Nietzsche''
O primeiro estudo que este intrépido e incauto blogueiro fez tendo ''a vontade'' como tema central, ele encontrou o tema na obra de Schopenhauer -  conhecido como o filósofo da vontade. ... ''A Vontade é um cego robusto que carrega um aleijado que enxerga” – esse aleijado é a nossa consciência. 

... Se nós matássemos toda a nossa vontade, nosso destino seria inevitavelmente o tédio.

- No homem, a Vontade é o fundamento do querer viver, do sentimento de posse, do dominar, do afirmar-se: “A vida humana, pois, passa-se toda em querer e em adquirir”.

 

O conceito de Vontade de Potência foi criado por Nietzsche como base para o desenvolvimento de outras ideias. Trata-se de uma proposição ontológica que sustenta toda sua teoria, inclusive sua genealogia da moral é retirada das relações entre a Vontade de Potência. Nietzsche toma inicialmente este conceito de Schopenhauer. 
A vontade é cega e insaciável, uma força que estaria para além dos nossos sentidos. Una, ela representa tudo que vemos, é o substrato que constitui a existência. Mas para Nietzsche, a Vontade não está fora do mundo, ela se dá na relação, ou seja, é múltipla e se mostra como efetivação real. 

É impossível uma só força, uma força única e indivisível, a vontade de potência se diz sempre no plural. Sendo assim, o mundo seria esta luta constante, sem equilíbrio possível, apenas tensão que se prova pelo movimento, às vezes delicado, outras vezes violento. A vida é Vontade de Potência, mas não se pode restringi-la apenas à vida orgânica; ela está presente em tudo, desde as reações químicas mais simples até à complexidade da psiquê humana (e é no ser vivo que a vontade de potência pode se expressar com mais força). 

Ela é aquela que procura expandir-se, superar-se, juntar-se a outras e se tornar maior. Tudo no mundo é Vontade de Potência porque todas as forças procuram a sua própria expansão. Neste campo de instabilidade e luta, jogo constante de forças instáveis, a permanência é banida junto com a identidade: neste mundo reina a diferença. Força como superação, como constante ir para além dos próprios limites. A vontade se mostra como sede de dominar, fazer-se mais forte, constranger outras forças mais fracas e assimilá-las.

 Quanto pode uma força? A onda sonora que se expande, o ímã que atrai, a célula que se divide formando o tecido orgânico, o animal que subjuga o outro são exemplos desta Vontade que não encontra um ponto de repouso, mas procura sempre conquistar mais. Cada força, quando dominante, abre novos horizontes, encontra novas passagens, cria novos caminhos.


                     PESQUISA:MAGNO MOREIRA

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