Marxismo ? Irmãos Marx: quase um século de gargalhadas

 

Nova York, dia 3 de maio de 1929. Há mais de noventa anos, um grupo de comediantes deixava os palcos do teatro e ingressava em uma nova aventura no cinema. Filhos de mãe alemã e pai francês. Judeus – curiosamente como muitos dos bons comediantes.
 Nascidos e criados em Nova York, mas o destino os reservava sucesso em Hollywood. Desde o final da década de 1920 até os dias de hoje, os Irmãos Marx conseguiram arrancar risadas das mais diversas pessoas, das mais diversas origens e nas mais diversas épocas. Começaram a fazer sucesso nos teatros da off-Broadway, em Nova York, com shows que misturavam espetáculos musicais e apresentações de comédia. Aos poucos migraram dos palcos para o cinema. Nos almoços em família eram cinco irmãos: Chico, Harpo, Groucho, Gummo e Zeppo (do mais velho para o mais novo). No início, só os quatro primeiros se apresentavam nas peças e shows. Depois, Gummo deixaria o grupo para servir ao exército na Primeira Guerra Mundial, sendo substituído pelo caçula Zeppo.

O grupo começou sua carreira cinematográfica fechando um contrato de quatro filmes com a Paramount. Entre 1929 e 1933, eles lançariam um filme por ano. Começando com No Hotel da Fuzarca (The Coconauts, 1929), um dos primeiros filmes da era do cinema falado. Com um humor completamente anárquico e nonsense, cada um dos quatro artistas desenvolvia suas características mais particulares. Vamos começar pelo líder do grupo: Groucho Marx. Mesmo que você nunca tenha ouvido falar dos Irmãos Marx, tenho certeza que o rosto dele você já viu. Seu tradicional charuto na boca acompanhado pelos óculos e o forte bigode (para tristeza de muitos, um truque feito com pintura capilar) seguem icônicos até hoje. Mas a aparência não era tudo, Groucho se destacava pelo sarcasmo e humor ácido que tornaram muitas de suas frases memoráveis. “Nunca frequento um clube que me aceite como sócio”, “O matrimônio é a principal causa do divórcio”, “Nunca esqueço um rosto, mas no seu caso vou abrir uma exceção”, e a minha favorita: “Se você não gosta dos meus princípios, eu tenho outros”. Também não podemos deixar de comentar que ele se destacaria como uma das primeiras personalidades da história do cinema a aperfeiçoar a técnica teatral de quebra da quarta parede, artimanha muito utilizada até hoje. Em quase todos os 13 filmes do grupo, Groucho se vira para a câmera e fala com o público, geralmente fazendo alguma piada. Um desses momentos que mais me arrancou risos foi no filme Um Dia No Circo, de 1939, em que Groucho precisa pegar um envelope com dinheiro das mãos de uma mulher que imediatamente o esconde em seu sutiã. O bigodudo, então, se vira para a câmera e diz: “Preciso arrumar um jeito de pegar este envelope sem ter problemas com a censura”. Harpo era o mais aloprado do grupo, com sua típica peruca loura (sim, era uma peruca), caretas e gestos. Usando um humor excêntrico, interpretava sempre um personagem que não falava. Aliás, um fato curioso é que há raríssimos registros da voz do ator. Ele nunca falou uma única palavra no cinema ou na televisão durante toda a sua carreira, fazendo com que muitos acreditem até hoje que o ator era verdadeiramente mudo. 

Mas mesmo não falando, seu personagem é, para muitos, o melhor da trupe. Ele se comunicava através da postura corporal, assobios, trejeitos e – claro – de sua tradicional buzina de bolso, sempre acionada na presença de uma bela mulher.

    👀POR PORCO ESPINHO
👍
        👉PESQUISA: MAGNO MOREIRA

Comentários

Postagens mais visitadas